A lucidez nos sonhos é um fenómeno explorado por muitas pessoas e pode ser considerado de dois pontos de vista.
Numa hipótese, alguém que tem consciência do sonho quando está a sonhar e é capaz e afetar a evolução desse sonho; a outra via é quando um sonhador lúcido procura conseguir ambas as coisas deliberadamente. A nossa mente é um armazém de imagens e acontecimentos imaginários. Se podemos decidir o que queremos pensar quando estamos acordados, deveria ser possível dispor de um controlo semelhante enquanto estamos a dormir.
Como alcançar a lucidez nos sonhos
Apesar de parecer improvável, é possível controlar os nossos sonhos. Em primeiro lugar deve-se tomar uma decisão quanto ao local onde o sonho se deverá passar. Em seguida deve-se definir um sinal — algo que nos recorde durante o sonho de que se trata precisamente de um sonho. Um sinal possível será olhar para a mão durante o sonho; se este tiver sido o sinal previamente definido, é provável que se recorde o facto ao sonhar.

Quando adormecemos tentamos imaginar o local desejado de uma forma tão clara quanto possível; se conseguirmos «chegar» ao local no nosso sonho teremos já conseguido algum controlo sobre ele. Se olharmos para a nossa mão, recordaremos então que se trata de um sonho e não da realidade. Ainda durante o sonho, tente rodar a mão examiná-la. Trata-se de um ato consciente e se for possível executá-lo conseguirá igualmente escolher para onde quer ir e o que irá fazer ou dizer no seu sonho.
Os sonhadores «lúcidos» mais experientes poderão combinar com outros encontrar-se num determinado local — e nos seus sonhos encontram-se de facto e falam entre si. Alguns afirmam que quando comparam as suas recordações no dia seguinte sonharam todos com o mesmo local, as mesmas pessoas e até tiveram a mesma conversa.
A arte inconsciente
O surrealista espanhol Salvador Dali (1904-1989) afirmava que o seu trabalho só poderia ser apreciado pelo inconsciente. Utilizava uma definição fotográfica para descrever paisagens e figuras contorcidas, que parecem simultaneamente familiares e típicas de um pesadelo.