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Os sonhos premonitórios

 

Muitas pessoas pensam que é possível sonhar com o futuro. Os sonhos podem, de facto, avisar sobre possíveis acontecimentos futuros, mas algumas pessoas tendem simplesmente a considerar estes sonhos como uma coincidência e não como sonhos premonitórios.


Sonhar com um velho amigo na noite que precede um encontro fortuito com ele é uma situação bastante comum. No entanto, é difícil saber se nos limitámos a prever esse contacto ou se o amigo «recebeu» o nosso sonho. Os dois acontecimentos podem estar ligados ou ser puramente coincidentes.

Acontecimentos previstos em sonhos

Muitas pessoas afirmam ter sonhado que o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, viria a ser assassinado antes de tal acontecer — se bem que infelizmente ninguém pareça ter tomando nota do seu sonho antes do assassínio. Entre os milhões de sonhos que foram sonhados pelos americanos nas semanas que antecederam o dia 22 de Novembro de 1963, muitos terão incluído um automóvel caro, alguns o Presidente, e um pequeno número certamente a sua morte violenta. impossível saber quantos destes sonhos eram de facto premonitórios.

Segundo um amigo de Abraham Lincoln, este sonhou com o seu próprio assassínio anos antes de ter ocorrido. Lincoln sonhara ver um corpo na Casa Branca. Tendo perguntado de quem se tratava, disseram-lhe: «O Presidente, morto por um assassino.»

As pessoas que têm sonhos premonitórios

Muitas pessoas sonham com um desastre, como a queda de de um avião, e mudam de voo por causa disso. Se o desastre corre, tendem naturalmente a pensar que foram salvos pelo seu sonho. Pergunta-se, no entanto, por que razão só essa pessoa é salva pelo sonho — de facto, é provável que muitas pessoas tenham este tipo de sonhos sem que nada aconteça na realidade.
Algumas pessoas parecem mais capazes de prever o futuro nos seus sonhos e preocupam-se em manter registos cuidadosos dessas suas previsões. Se tiver um sonho que o perturbe, resuma-o num papel, escreva a data e guarde uma cópia selada num lugar seguro. E faça-o antes de o sonho se tornar realidade, não depois.

Os sonhos divinos de São Tomás de Aquino

O filósofo S. Tomás de Aquino (1224-1274) distingue entre as revelações divinas e os sonhos «supersticiosos». Segundo ele, «todos os homens sabem por experiência que os sonhos contêm alguma indicação quanto ao futuro. É portanto fútil negar a eficácia dos sonhos em adivinhação».