Muitos artistas e cientistas encontraram nos sonhos inspiração para o seu trabalho. Isto acontece porque o inconsciente pode aceitar ideias que o consciente rejeita por parecerem demasiado estranhas.
Um poema inspirado num sonho
Os artistas usaram durante séculos nas suas obras as ideias que os seus sonhos lhes sugeriram. Uma tarde, o poeta Samuel Taylor Coleridge (1772-1834) adormeceu pensando na corte de Kubla Khan. Quando acordou descobriu que tinha centenas de linhas de um poema na cabeça, e começou imediatamente a escrevê-las. Ao fim de 54 linhas foi interrompido por «uma pessoa com um assunto de Porlock» — e quando voltou à sua secretária o resto do poema tinha desaparecido completamente da sua mente.

Voltar ao mesmo sonho
Robert Louis Stevenson (1850-1894) conseguia voltar noite após noite ao mesmo sonho. Sonhava com um certo Mr. Hyde que tomava um pó e se metamorfoseava no Dr. yekyll. Esta imagem do filme Dr. Jekyll and Mr. Hyde, rodado em 1931, mostra Mr. Hyde preparando o produto que usará para a metamorfose.
Sonhos inspiradores
Uma pintura intitulada Visão num Sonho, deve-se a Albrecht Dürer (1471-1528). Também pode permitir que os seus sonhos inspirem o seu trabalho criativo: se sonhar com um determinado local, tente desenhá-lo ou escrever uma descrição dele ao acordar.
Casos que marcaram a História
Depois
de discutir histórias sobrenaturais com Percy Bysshe Shelley, Lord
Byron e o médico deste, Mary Shelley (1797--1851) deitou-se e teve um
sonho. No dia seguinte começou a escrever Frankenstein ou o Prometeu Moderno, baseando-se no sonho da noite anterior.
Também
os cientistas têm sido inspirados pelos seus sonhos. O químico alemão
Friedrich Kekulé (1829-1896) visualizou a estrutura molecular do benzeno
depois de sonhar com uma fiada de átomos de carbono e hidrogénio
fechando-se em anel, de modo parecido a uma serpente engolindo a própria
cauda.