Se te uma poupança a render abaixo da inflação, amortizar o crédito da casa mais cedo é crucial para para baixar a taxa Euribor e reduzir o juro do crédito à habitação.
Amortizar mais cedo para baixar a Euribor
Acima de tudo, para quem tenha poupanças além de um pé-de-meia de emergência (que cubra até meio ano de despesas), antecipar a amortização do crédito à habitação é crucial para compensar a subida das Euribor. O alivio é imediato: se pegar em 5 mil euros e abater a uma dívida de 100 mil euros, com 25 anos para terminar um empréstimo de 30 anos e com um spread de 1%, ficará a pagar 443 euros por mês em vez de 467. Para este cálculo, assumimos a Euribor de 12 meses mais recente, igual à média de agosto, e usámos o simulador da consultora Doutor Finanças, disponível online. Com esta medida há um alívio imediato de 24 euros por mês (288 euros anuais), contribuindo notoriamente para reduzir o juro do crédito à habitação.
Uma amortização maior
Se em vez de 5 mil euros amortizar 10 mil, o alívio na prestação chega a 47 euros (564 euros anuais). Além disso, a poupança não é só agora. “A relação entre dívida e juros é linear: quem amortizar 10% da dívida, pagará menos 10% de juros ao longo do crédito”. Isto, conforme explica o analista de finanças pessoais David Almas, editor do boletim Tlim. Um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos com um spread de 1% irá gerar 52 mil euros em juros até ao vencimento (assumindo a Euribor a 12 meses mais recente), exemplifica Almas. “Se amortizar 10 mil euros reduz esse juro em 5.200 euros”, aponta. Isto contribui para uma grande poupança nas despesas com o empréstimo.
Acima de tudo, este passo faz ainda mais sentido para quem tenha a poupança a perder valor em depósitos. Mas note-se: amortizar mais cedo custa uma comissão de 0,5% para quem tenha crédito a taxa variável. De qualquer forma, esta é uma excelente medida para reduzir o juro do crédito à habitação.
Amortizar mais cedo para reduzir o prazo do crédito
Por isso, se tiver margem para amortizar mais cedo e reduzir o prazo do crédito, melhor. “Foi o que eu fiz: tinha um crédito à habitação a 35 anos, mas paguei-o em menos de sete. É uma das situações em que o dinheiro compra liberdade”, afirma David Almas.
