Para quem tenha o spread acima de 1,25%, vale a pena ver o mercado e negociar com o banco. Se reunir pelo menos duas propostas melhores do que a sua pode renegociar o spread do crédito à habitação.
Uma poupança significativa
Para quem não tem poupanças para amortizar antecipadamente o crédito e reduzir o juro, o primeiro ponto de ataque é outro: renegociar o spread. “Renegociar é relativamente fácil, mas as pessoas geralmente não têm essa perceção”, indica Nuno Rico, analista de dívida da Deco Proteste. Se tiver um spread acima de 1,25 pontos já vale a pena mexer-se e renegociar o spread do crédito à habitação. “Com facilidade consegue ficar dentro de 1% ou até abaixo”, diz Nuno Rico. Vejamos como exemplo uma pessoa com 100 mil euros em dívida, 20 anos para o fim do crédito. Se considerar-mos uma euribor a 6 meses (a mais recente) e um spread de 1,5%, a pessoa paga 522 euros por mês. No entanto, baixando o spread para 1% fica a pagar 498 euros, uma poupança mensal de 24 euros (288 euros por ano) ao longo de 20 anos.
Reúna duas propostas melhores
Pesquise a concorrência (a Deco é uma das instituições com simuladores), reúna duas propostas melhores do que a sua atual, peça mais detalhe aos balcões dos bancos e vá falar com o seu. O crédito da casa retém clientes e os bancos “em 95% dos casos aceitam negociar”, diz Nuno Rico. Negociar serve para créditos em curso e para novos. “Troquei de casa há semanas e tive de fazer um novo crédito — encontrei duas propostas melhores do que o spread de 1,15% que tinha”, conta Nuno Rico. “O meu banco disse que só conseguia igualar os 1,15% que tinha antes, mas quando eu disse que tinha um crédito pré-aprovado a 0,95% a gestora fez melhor e fiquei com 0,9%”, descreve. Por isso, renegociar o spread pode ser outro dos trunfos para baixar o valor do empréstimo da casa.
