Os labirintos são espaços construídos com diversos tipos de material, e que têm um grande número de divisões. São também construídos de forma extremamente complicada e, uma vez dentro deles, torna-se muito difícil encontrar a saída.
A sua origem é cretense, propagando-se depois pela Europa e pela Ásia. Curiosamente, na idade da pedra eles eram gravados nas paredes das grutas.

O maior labirinto de que se tem notícia foi construído na parte subterrânea da Catedral de Chartes, em França. Os labirintos eram chamados de caminhos de Jerusalém, pois os peregrinos judeus, por não poderem vir até à Cidade Santa, no Ocidente, substituíam estas viagens por uma jornada feita de joelhos pelos labirintos próximos às igrejas. Supõe-se que eram muito utilizados pelo clero e pelos devotos. Existe um documento do ano de 1423, mostrando que na Páscoa o clero dançava em passos de valsa, no ritmo das canções religiosas, caminhando por um labirinto e encontrando o bispo na parte central.
Existem muitas histórias sobre bispos e padres nas catedrais de Dens, Auxerre e Chartres. Aliás, a Sexta-Feira santa representa o mundo dos labirintos. Os chefes das igrejas, porém, por saberem que os labirintos eram de origem pagão, orientaram os padres a deixarem de lado esse costume. por isso, em 1538 as danças religiosas foram proibidas, e em 1690, todos os labirintos destruídos. Contudo, a superstição em torno destes locais era muito forte, e permanece ainda até aos dias de hoje. Na Índia, por exemplo, quando uma criança está para nascer, desenha-se num papel, ou mesmo na parede, um labirinto de sete voltas, para que o seu nascimento seja feliz.