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A origem das runas

Os mestres das runas

No passado havia dois grandes tipos de pessoas que trabalhavam com as runas: os construtores de runas, que eram pessoas que tinham um conhecimento limitado da sua sabedoria e das suas qualidades protetoras; e os mestres, que, sendo homens ou mulheres, tinham vivido muitas experiências iniciáticas para descobrir os segredos profundos da sabedoria das runas. Na verdade, estes mestres das runas eram tidos na mais alta estima. ele sabiam não só adivinhar através das runas, mas também usá-las em trabalhos de magia e de cura.

As runas têm vindo a crescer em popularidade desde o início do século XX. Atualmente, existem muitos livros escolas de aprendizagem de adivinhação rúnica e das artes mais delicadas da sabedoria das runas. o facto de as runas terem sobrevivido por mais de dois milénios é uma indicação de que o seu potencial se manteve inalterável ao longo dos tempos.

A lenda de Odin

A sabedoria rúnica está muito marcada pela longa história espiritual dos escandinavos, e aos deuses e deusas descritos nas suas antigas sagas. Na mitologia escandinava, o deus chefe era Odin, o descobridor e o primeiro mestre das runas. Este, era casado com Frigg, de quem teve dois filhos: Balden (o deus belo) e Thor (o deus trovão). Enquanto o irmão de Odin, Loki, era o deus trapaceiro. Muitos deuses e deusas são mencionados nas sagas, incluindo Njord, deus do mar, Idun, deusa da cura, e Tyr,  o deus Guerreiro. Os atributos destas deidades estão refletidos no significados e na magia das runas.
Odin, o pai dos Deuses escandinavos, vivenciou uma iniciação xamânica durante a qual as runas lhe apareceram. A lenda conta que ele se pendurou de cima para baixo na grande árvore Yggdrasil, a Árvore do Mundo ou a Árvore da Vida. Depois de nove dias e nove noites, Odin morreu na árvore, mas renasceu devido à sua inextinguível  vontade, trazendo consigo  o conhecimento e a sabedoria do mundo do Além -  e também as runas -  como um presente para a humanidade.

 

As runas usadas para adivinhação tem origem no alfabeto rúnico, que é popular em grande parte da Europa.