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Baixar o consumo energético da iluminação


 

Através da mudança de hábitos, bem como das soluções utilizadas para as lâmpadas de casa ou do escritório, é possível baixar o consumo energético na iluminação. Desta forma, faz-se uma poupança significativa nos custos da eletricidade ao fim do mês.

Longe vão os tempos em que cada divisão da casa tinha apenas um par de fios, a meio do teto, para pendurar um candeeiro. No passado, a escolha era algo básica, já que os candeeiros disponíveis usavam apenas lâmpadas incandescentes. Eram do tipo E14 (casquilho estreito) ou E27 (casquilho largo), ou ainda as habituais luminárias com lâmpadas fluorescentes de encaixe T8. Estas tinham a vantagem de permitir alguma personalização e de serem ligeiramente mais económicas que as lâmpadas incandescentes. Isto se tivermos em conta o nível de luz produzida.

A revolução da lâmpada LED

Com a introdução da tecnologia LED nas lâmpadas tradicionais, tornou-se possível substituir as incandescentes (entretanto, descontinuadas) por modelos com o mesmo nível de iluminação. E estas últimas têm a vantagem de gastar apenas um décimo da energia, permitindo baixar o consumo energético na iluminação. Com isto, veio uma revolução na forma de iluminar espaços. Felizmente já existem inúmeras soluções, em praticamente todas as grandes lojas de decoração corno o Leroy Merlin ou a IKEA. Já existem conjuntos completos, que vão desde simples lâmpadas LED com os encaixes mais habituais, passando por soluções com fitas de luz LED. Mas também há focos de luz, luzes RGB e sistemas de gestão inteligentes.

A tecnologia LED é revolucionária: consegue um aproveitamento superior a 80% da energia consumida para gerar luz (10% no caso das lâmpadas incandescentes). Além disso, têm mais durabilidade. Há um menor desgaste dos elementos pela passagem da corrente elétrica. Logo, uma lâmpada LED consegue ter urna vida útil que pode chegar às cinquenta mil horas. Este é um valor significativamente superior às cerca de duas mil de uma lâmpada incandescente, nas mesmas circunstâncias. Naturalmente, estes valores variam, tendo em conta a qualidade dos materiais e a própria gestão térmica da lâmpada LED e do circuito.

 


Poupança de energia com um sistema de iluminação inteligente

Como exemplo, imagine que utiliza uma solução de focos de luz embutidos em teto falso. Se aplicasse dez unidades de encaixe GUIO com lâmpadas incandescentes de 50 W obteria um consumo alto. Pois, sempre que ligasse o interruptor, estaria a gastar 500 W de energia para uma produção de luz (aproximada) de 400 lumens por lâmpada. Ao usar iluminação LED, apenas precisamos de ter modelos com um consumo máximo de 5 W para conseguir gerar o mesmo nível de iluminação. Ou seja, conseguimos gastar em toda a sala (50 W), o mesmo que, anteriormente, seria responsabilidade de uma só lâmpada. Ora, esta opção, por si só, já permite poupar energia em casa.

Mas, se, aqui, juntarmos um sistema de iluminação inteligente com controlo próprio via comando, aplicação no smartphone e até mesmo através de um assistente pessoal como o Amazon Alexa ou o Google Assistant, vai ser possível gerir as lâmpadas de forma individual. Caso estas sejam compatíveis com a regulação de cor, da temperatura da luz e do próprio brilho, podemos criar um ambiente mais acolhedor e mais eficiente. Pois, desta forma, pois vamos reduzir o consumo de energia em zonas onde não é necessário ter uma luz forte.