Contrariando o que divulga a opinião dominante na comunicação social sobre o debate entre Marine Le Pen e Macron, a candidata da direita securitária francesa não esteve assim tão encurralada como opinam os comentadores e jornalistas nacionais. Pelo contrário esteve bastante segura e assertiva no debate para as presidenciais de 2022.
Para quem viu o debate, apercebeu-se que a candidata frisou a necessidade de devolver o poder de compra aos franceses, bem como a de regular o fluxo de trabalhadores estrangeiros. Como nacionalista que é, não podia deixar de frisar a necessidade de preservar a cultura francesa do véu próprio da cultura do médio oriente. Mas a candidata esteve também bastante segura também na questão dos impostos, da agricultura, da energia e de muitas outras questões ligadas à sustentabilidade económica da França, entre elas, a questão da idade da reforma.
A assertividade de Le Pen
Embora o presidente Macron a procurasse enfraquecer com a questão do empréstimo, o que é facto é que Le Pen também fez frente no debate para as presidenciais e contra-atacou afirmando que o candidato adversário retirou poder de compra aos franceses, contribuiu e para a perda económica dos pequenos empresários pelas medidas contra a Covid que resolveu adotar e que, na generalidade o projeto do atual presidente francês é enfraquecer a identidade da França pela subjugação da nação às normas da União Europeia para manter a suposta fortaleza do eixo franco-alemão. E Le Pen mostrou que graças a algumas dessas medidas, surgiu o movimento dos coletes amarelos, de aposição ás políticas de Macron. Além do mais, a candidata mostrou estar muito preocupada, mas também determinada com a questão da segurança do país.
Le Pen poderá ser a próxima presidente de França
É claro que como as televisões, na generalidade, estão dominadas pelo marxismo cultural e pela ideologia de esquerda da Europa. E por isso procuram desmoralizar a opinião pública sobre a candidata da direita securitária, associando-a sempre à estrema direita. Mas tal não é verdade. Le Pen é uma nacionalista convicta e que pode mudar o rumo das frágeis políticas de segurança e identidade cultural francesas. De for escolhida para governar, poderá marcar a diferença e por isso será uma mais valia para a presidência francesa e até mudar o rumo da Europa, que bem precisa de um tempero de direita. É preciso dar uma lição moral a quantos e quantos jornalistas, que contra o seu código de conduta, estão constantemente a tomar partido de esquerda nas televisões para influenciar a opinião pública contra Le Pen, dizendo as piores coisas sobre as suas políticas. Haja o mínimo de bom sendo no jornalismo nacional.
