O desafio do sínodo da Igreja proposto pelo papa Francisco vai chegar a todas as comunidades e apela às suas participações, no sentido de darem a conhecer quais são as necessidades reais para a Igreja de hoje. Desta forma o papa poderá promover uma modificação nas estruturas da Igreja, adaptando-as aos novos tempos e possibilitando aos fiéis uma participação mais ativa e visível na sociedade. De facto, o mundo não é o oposto da igreja mas o seu espaço de trabalho. Com esta iniciativa, o papa não está a trazer novidade mas principalmente a apropriar-se do concílio Vaticano II. Sabemos que estamos a viver um tempo difícil, mas também promissor.
A participação dos fiéis na igreja precisa de uma real atualização que vá de encontro aos novos tempos da sociedade. Há a necessidade de uma transformação radical no género de serviços que se prestam na igreja. A grande proposta deste sínodo é uma reforma. Mas com a participação mais alargada a todos o desafio não é tanto democratizar correntes de opinião na igreja ou patamares de poder. O papa pretende acabar com a cultura clericalista na igreja, que é um desvirtuamento à mensagem do evengelho. Para isso, o papa Francisco pede uma igreja mais aberta e dialogante.
Neste sínodo estão em cima da mesa muitos temas que têm a ver com a adaptação da Igreja aos novos tempos em sociedade. Entre eles estão os novos modelos para formar padres, o celibato obrigatório, uma participação mais ativa dos leigos na evangelização, o papel das mulheres na igreja e também outros desafios que se colocam diante da sociedade atual.