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O Natal como um tempo Sagrado

 

Todos sabemos a euforia que o natal traz às pessoas: há presentes, postais, telefonemas, mensagens e convívio. É, principalmente, uma época muito importante para as crianças. Não pode faltar a árvore de natal e as prendas. Na noite de consoada há jantar tradicional e a família reúne-se para comemorar. Mas, além disso, esta festividade também é um tempo de fraternidade universal, pois em todos os cantos do globo se fala de natal. E as mensagens principais são amor e partilha.

No tempo presente, a vertente comercial explora sobretudo o lado dos presentes e das vendas, havendo por isso publicidade a todo o momento nas televisões e em muitos sites na internet. A oferta de produtos digitais cresce imenso nesta época, penso eu. De tal maneira que o Natal muitas vezes fica circunscrito a uma dimensão comercial. As pessoas andam numa correria tremenda e crescente à medida que se aproxima o dia 25 de Dezembro por causa dos presentes. As lojas e grandes superfícies ficam superlotadas nesta altura. Também porque fazem campanhas e baixam os preços. Há sobretudo nesta época um significado natalício baseado numa tradição mais tardia pela personagem de São Nicolau, que veio dar posteriormente origem à figura do Pai Natal e das renas, tão apreciada pelas crianças.

 


 

Hoje, o significado do Natal resume-se muito a um espírito comercial. É claro que há muita gente a falar de fraternidade e amor. E até existem muitas campanhas promovidas pela igreja e pela cáritas para combater a fome e dar mais dignidade à vida das pessoas. Há, inclusivamente, algumas iniciativas das autarquias para promover esta fraternidade aos seus munícipes. Todavia, como estudantes de teologia, reconheço que o natal tem um significado mais importante, e o qual tem sido esquecido socialmente algumas vezes. Na verdade, o natal é um tempo sagrado e que é figurado pelo presépio. Por isso, a verdadeira tradição desta época não pode esquecer o presépio. Nele está representado o mistério da encarnação, no qual Jesus Cristo assume a humanidade para revelar Deus aos homens. 

Neste sentido, os evangelhos são de grande importância para conhecer a história do nascimento de Jesus e o verdadeiro propósito do natal, que tem como fundamento o espírito cristão. O natal sem cristianismo não pode ser natal. O cristianismo tem uma dimensão muito ampla que deve chegar inclusivamente à política, por palavras e obras, como dizia São Paulo.