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Não ao fim das centrais termoeléctricas

 


 

Portugal não se deve dar ao luxo de esbanjar todas a reservas de energia eléctrica que possui. É muito interessante falar apenas de energia verde, ou energias renováveis, mas o problema é que os invernos que virão de futuro poderão ser bastante frios. Ora, os painéis de energia solar não vão chegar para abastecer energia em todo o país nos meses mais frios. Os painéis solares terão muito menos rendimento. Se acabarem com todas as centrais termoeléctricas não haverá energia eléctrica suficiente para todo o país. E depois? Quem irá vender energia a Portugal? É que os outros países da Europa também precisam dela. Até que ponto estarão eles disponíveis para a dispensar a Portugal? E nesse caso, Portugal terá de importar energia a um preço muito elevado. Por isso, as centrais termoeléctricas fazem muita falta. A vantagem é que o carvão pode ser armazenado para os momentos mais difíceis. 

Há países na Europa que estão a investir em outro tipo de energia que não a solar. França, por exemplo, parece estar a investir em energia nuclear. Por aqui se pode concluir que Portugal nunca deveria ficar apenas com energia solar. Com o fecho das centrais a carvão, como aconteceu em Sines, Portugal vai precisar de importar energia a outros países, nomeadamente a Espanha, como está a acontecer agora. Essas centrais que fecharam farão muita falta perante a escassez de energia solar e eólica em certos períodos do ano que se poderão verificar futuramente. É preciso atender à soberania do país e não criar dependências externas que só irão prejudicar a economia no futuro.