Desde há 30 000 anos a. C. que os humanos cartografam o movimento das estrelas no céu nocturno. Sabemos isto através das descobertas de fragmentos de ossos, que apresentavam desenhos bem definidos de ciclos astrais. Mas foram os Caldeus da Assíria que, pela primeira vez, gravaram o facto de as estrelas passarem de um modo fixo e de os planetas vaguearem.
Puderam verificar que estes viajantes — a Lua,Vénus, Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno — passavam em frente de estrelas fixas, a que chamaram constelações, e que os assuntos humanos pareciam estar associados à passagem destes planetas. A medida que cada planeta se movia para o interior e através de uma determinada constelação, o mesmo tipo de acontecimentos parecia ocorrer. Por exemplo, quando Marte era visível, os humanos pareciam estar mais predispostos para a guerra - ele foi, por isso, denominado o deus da guerra. Vénus, por outro lado, parecia promover a paz e a harmonia e, por isso, foi denominada a deusa do amor. Estava assim formada a base da astrologia por volta do século VI a.C.
Gradualmente, os movimentos das estrelas e dos planetas foram sendo observados ao longo de maiores períodos de tempo, e relações mais subtis entre as suas posições no horizonte e a natureza humana foram verificadas, até que a astrologia passou a ser uma parte integrante na vida de todos os dias. Tornou-se claro que o poder da adivinhação ou predestinação podia ser usado para melhorar e prever relações entre sujeitos e governantes, entre países e reinos. A astrologia tinha vindo para ficar.
