Todas as pessoas sonham todas as noites, embora de manhã raramente se lembrem do que sonham. Por isso, quem diz que nunca sonha, está enganado: os estudos demonstram que cerca de metade do tempo do nosso sono é ocupado com sonhos.
Sonhar é necessário para o funcionamento normal do cérebro, e tem sido aventado que dormimos para podermos sonhar e que alguns sonhos podem conter informação exata quanto ao futuro. Porém, em primeiro lugar são necessárias algumas palavras em relação aos sonhos não proféticos. É evidente, a partir dos sonhos que nos lembramos, que alguns - talvez a maioria - são versões de acontecimentos que já se deram. poderão aparecer pessoas e lugares que nos são familiares; ou o ponto de partida de um sonho ser um programa de televisão visto recentemente ou um romance acabado de ler.

Existe a teoria de que esses sonhos arquivam os eventos do dia na memória. Por outro lado, os problemas de saúde podem provocar sonhos muito intensos, mesmo que a situação não passe de uma indigestão. Mas acontecimentos reais abrem caminho nos sonhos: se sentir frio na cama poderá sonhar com neve e icebergs, e se ouvir a campainha da porta é capaz de sonhar que está a abri-la.
Mas existe uma grande percentagem de sonhos que não é facilmente explicada nestes termos. Esses sonhos poderão ter previsões de acontecimentos futuros. A oniromancia, isto é, a adivinhação por meio de sonhos, é uma arte muito antiga. É descrita na Epopeia de Guilgamesh, uma antiga lenda da Mesopotâmia que pode ter tido origem em 2500 a.C.. Também a bíblia faz muitas referências a sonhos proféticos, das quais os mais conhecidos são os sonhos interpretados por José no livro do Génesis (cap. 40-41).
A crença no poder profético dos sonhos é abrangente, sendo encontrada em quase todas as culturas. Os antigos romanos e gregos faziam regularmente o registo e a interpretação dos sonhos. O escrito grego Artemidoro escreveu o primeiro livro conhecido acerca do assunto por volta de 140 d.C.. Este livro atribuía um simbolismo bastante simplista às imagens oníricas, que veio a prevalecer até ao século XIX.